04a A reversão que troca direto
intertravamento no programa · tempo do contator · NF auxiliar no fio
Uma esteira anda pros dois lados: S1 manda pra frente (K1), S2 manda pra trás (K2), S0 para. A primeira versão só copia a partida com selo da aula 02, duas vezes:
linha 1 ──┬──┤ ├ S1 ──┬──┤ ├ S0 ──────────────( ) K1 Q0.0
└──┤ ├ K1 ──┘
linha 2 ──┬──┤ ├ S2 ──┬──┤ ├ S0 ──────────────( ) K2 Q0.1
└──┤ ├ K2 ──┘
Com a esteira indo pra frente, alguém aperta S2. O K2 liga, o K1 continua preso no selo, e o disjuntor desarma. Aí vem o conserto que parece óbvio — o intertravamento no programa, com a troca direta que o operador pediu (apertar S2 com a esteira andando já inverte):
linha 1 ──┬──┤ ├ S1 ──┬──┤ ├ S0 ──┤/├ S2 ──┤/├ K2 ──( ) K1
└──┤ ├ K1 ──┘
linha 2 ──┬──┤ ├ S2 ──┬──┤ ├ S0 ──┤/├ S1 ──┤/├ K1 ──( ) K2
No programa, os dois nunca ficam em 1 juntos. E o disjuntor desarma do mesmo jeito.
Siga uma varredura só, a do toque no S2 com o K1 ligado:
linha 1 S2 = 1 → o ┤/├ S2 abre → K1 = 0 na memória
linha 2 K1 já é 0 na memória → o ┤/├ K1 fecha → K2 = 1 na memória
fase 3 escreve os bornes: Q0.0 = 0 e Q0.1 = 1, no mesmo instante
no painel
bobina do K2 recebe 24 V e puxa
contato do K1 ainda fechado: a bobina acabou de soltar, e tem o arco
→ K1 e K2 fechados juntos por alguns centésimos de segundo → curto
O intertravamento do programa é feito na memória, e a memória não sabe se o contato de metal já abriu. O ┤/├ K1 da linha 2 pergunta “o bit do K1 está em 0?”, e ele está — desde a linha anterior. É a regra da aula 02 de novo: o contato do Ladder é uma pergunta sobre um bit, não sobre a peça do painel.
O intertravamento que manda é o do fio: a bobina de cada contator passa pelo contato auxiliar NF do outro. Enquanto o K1 não abrir de verdade, o NF dele fica aberto, e a bobina do K2 não recebe tensão — não importa o que o CLP mande.
Q0.0 → NF 21-22 do K2 → A1 do K1
Q0.1 → NF 21-22 do K1 → A1 do K2
o programa continua com o ┤/├ S2 ┤/├ K2 e o ┤/├ S1 ┤/├ K1
O do programa fica também: é ele que impede que o K1 e o K2 fiquem os dois em 1 na memória, esperando a vez. Os dois juntos são a regra dos painéis: intertravamento no programa e no fio. Muito contator de reversão vem em par, com uma trava mecânica entre os dois — mais uma camada, não um substituto.
O simulador ainda perdoa uma coisa que o painel não perdoa: o motor girando pra frente e recebendo a ordem de girar pra trás. Mesmo sem curto, o tranco e a corrente da inversão são pesados. Muita máquina só aceita a inversão com o motor parado — o que o desafio lá embaixo pede.
Nos três, ligue pra frente no S1 e depois toque no S2 sem parar. No ① e no ②, o disjuntor desarma. No ②, em passo a passo, olhe o bit do K1 cair na linha 1 e o do K2 subir na linha 2, antes dos bornes. No ③, o mesmo programa do ②, com o NF de cada um no fio: o K2 espera o K1 abrir.
a reversão com troca direta intertravada só no programa é tropeço clássico de quem passa do painel de relés pro CLP, montado para esta aula. Eu ainda não tenho um CLP físico: a prova roda no simulador do site, com um tempo de abertura de contator escolhido pra aula.