A lista do projeto conta as entradas de 0 a 11. O programa foi escrito com
X8, X9, X10 e X11. O software recusa o X8. E o X10, que ele aceitou, é o sensor errado.
Contar os bornes em decimal, e copiar o número do tempo de uma marca pra outra.
2 · o porquê
Octal, byte.bit e hexadecimal; e o preset que conta em base de tempo.
3 · a correção
O endereço impresso no CLP e na tabela do fabricante; preset = tempo ÷ base.
4 · a prova
Os bornes de seis marcas lado a lado, e a conta do temporizador.
antes do erro
A mesma partida, seis sotaques
Tudo que veio até aqui vale em qualquer CLP: o ciclo, o NF que entra como
NA, o selo, o TON. O que muda de uma marca pra outra é o nome das coisas. A partida direta
da aula 02 — F1 na 1ª entrada, S0 na 2ª, S1 na 3ª, K1 na 1ª saída:
marca
CLP · software
1ª entrada
1ª saída
memória
temporizador
Siemens
S7-1200 · TIA Portal
I0.0
Q0.0
M0.0
TON · PT = T#5S
Schneider
Modicon M221 · Machine Expert Basic
%I0.0
%Q0.0
%M0
%TM0
Allen-Bradley
MicroLogix 1100 · RSLogix 500
I:0/0
O:0/0
B3:0/0
T4:0
Mitsubishi
FX3U · GX Works2
X0
Y0
M0
T0 K50
Delta
DVP · WPLSoft ou ISPSoft
X0
Y0
M0
TMR T0 K50
WEG
CLIC-02 · Clic 02 Edit
I01
Q01
M01
T01
Siemens · LAD ──┤ ├ I0.0 ──┤ ├ I0.1 ──┬──┤ ├ I0.2 ──┬──( ) Q0.0
└──┤ ├ Q0.0 ──┘
Allen-Bradley XIC I:0/0 · XIC I:0/1 · (XIC I:0/2 ou XIC O:0/0) · OTE O:0/0
XIC é o ┤ ├, XIO é o ┤/├, OTE é a bobina ( )
Mitsubishi e Delta LD X2 começa com S1
lista de instruções OR Y0 ou o selo
AND X1 e S0
AND X0 e F1
OUT Y0 na bobina do K1
WEG CLIC-02 · Ladder ──┤ ├ I01 ──┤ ├ I02 ──┬──┤ ├ I03 ──┬──( ) Q01
└──┤ ├ Q01 ──┘
O CLIC-02 é o que a WEG chama de controlador programável: menor que um CLP
modular, com Ladder e blocos. Os endereços desta aula foram conferidos nos manuais; os
modelos de cada marca têm quantidades diferentes de entradas, e isso é do manual do seu.
08a O X10 que é a nona entrada
numeração em octal · byte.bit · hexadecimal a partir de 1
1 · o erro
Uma máquina com doze sensores ganha um FX3U. A lista de entradas do projeto, feita
numa planilha, conta de 0 a 11:
entrada 8 B8 peça presa na matriz
entrada 10 B10 porta de proteção aberta
O programador escreve X8: o software recusa. Escreve X10 pra
porta: o software aceita. No teste, abrem a porta e nada acontece; aí alguém põe a mão
no sensor de peça presa, e o alarme de porta dispara.
2 · o porquê
No Mitsubishi FX e no Delta DVP, os bornes X e Y são numerados em octal: só com
os dígitos de 0 a 7. Depois do X7 vem o X10, que é a nona entrada — a de número 8. O
X8 não existe, como não existe o dígito 8 em octal. E cada marca tem a sua armadilha:
nº (do 0)
FX3U · DVP
S7-1200
CLIC-02
MicroLogix
7
X7
I0.7
I08
I:0/7
8
X10
I1.0
I09
I:0/8
9
X11
I1.1
I0A
I:0/9
10
X12
I1.2
I0B
I:0/10
11
X13
I1.3
I0C
I:0/11
Siemensbyte.bit: cada byte tem 8 bits, do .0 ao .7. I0.8 não existe;
depois do I0.7 vem o I1.0. Octal disfarçado.
WEG CLIC-02começa em 1, não em 0, e conta em hexadecimal: I01 a I09,
depois I0A, I0B, I0C.
Allen-Bradleyo número depois da barra é o bit, em decimal: I:0/8 é a
de número 8.
O X10 “ten” do erro virou a entrada de número 8 — a peça presa. A porta, a de número
10, é o X12.
3 · a correção
Não traduza contando. A lista de entradas se escreve com o endereço da marca, o
mesmo que está impresso na tampa do CLP e no desenho do fabricante:
X10 B8 peça presa na matriz
X12 B10 porta de proteção aberta
E o teste de ligação é um por um, com o CLP em monitoração: aciona um sensor, olha qual
bit acendeu, risca na lista. É o único jeito de pegar tanto o erro de número quanto o
fio trocado no borne.
Um cuidado que o exemplo esconde: porta de proteção não é entrada comum. Numa
máquina de verdade ela vai numa chave de segurança e num relé de segurança, como a aula N1 mostra — o CLP comum só lê,
pra saber.
4 · a prova
Toque num borne e compare o endereço em cada marca. Depois digite X8 no
Mitsubishi, I0.8 na Siemens e I00 na WEG.
a numeração octal dos X e Y é do manual de aplicação da Delta DVP e a do
FX é a da Mitsubishi; a do CLIC-02 é da tabela de variáveis do manual da WEG; o S7-1200, o
M221 e o MicroLogix seguem os manuais de cada um. O erro de contar em decimal é tropeço
clássico, montado para esta aula. Eu ainda não tenho um CLP físico de nenhuma das
seis marcas.
08b Os 5 segundos que duraram meio
preset × base de tempo · T0 e T200 · T#5S
1 · o erro
A sirene de partida da aula
03 — 5 s de aviso antes da esteira — é passada de um S7-1200 pra um FX3U. No Siemens
estava PT = T#5S. No Mitsubishi, fica T0 K5. A sirene dá um
bipe de meio segundo, e a esteira parte.
2 · o porquê
Na Siemens, o tempo vai escrito com unidade: T#5S. Nos temporizadores
numerados, o preset é quantas vezes a base de tempo:
FX3U T0 a T199 base 100 ms K5 → 5 × 0,1 s = 0,5 s
FX3U T200 a T245 base 10 ms K5 → 5 × 0,01 s = 0,05 s
Delta TMR T0 base 100 ms K100 → 100 × 0,1 s = 10 s (o exemplo do manual)
AB T4:0 base 1,0 s ou 0,01 s, escolhida no bloco
O número de temporizador define a base: trocar o T0 pelo T200 pra “ter mais precisão”
divide o tempo por dez, sem mudar uma vírgula do preset.
3 · a correção
preset = tempo ÷ base
T0 5 s ÷ 0,1 s = K50
T200 5 s ÷ 0,01 s = K500
E escreva a unidade no comentário da linha: “T0 K50 · 5,0 s de sirene”. Quem mexer
depois não precisa lembrar qual faixa de temporizador conta em quê. No CLIC-02 a base
também é escolhida no bloco (0,01 s, 0,1 s, 1 s ou 1 min), e o valor já aparece em
segundos ou minutos — o que muda é a faixa e a resolução.
4 · a prova
Comece com o T0 e o preset 5. Troque pro T200, e depois procure o preset que dá 5 s em
cada um.
as faixas T0–T199 de 100 ms e T200–T245 de 10 ms são do manual de
programação do FX3U; o exemplo TMR T0 K100 é do manual da Delta; as bases do CLIC-02 são da
tabela do temporizador no manual da WEG. O preset copiado entre marcas é tropeço clássico,
montado para esta aula. Eu ainda não tenho um CLP físico.
sua vez
A mesma máquina em três CLPs
A máquina de doze sensores vai ser montada em três versões: com um FX3U,
com um S7-1200 e com um CLIC-02. Escreva o endereço das entradas de número 8 e 11 (contando
do zero) em cada um, e o preset de um temporizador de 5 s em três casos.
uma dica, se travar
Use o simulador dos bornes lá em cima: ele mostra o endereço de cada entrada nas seis
marcas. E o conversor do tempo mostra, embaixo, o preset que dá 5 s.
para levar
A lógica é a mesma em todo CLP; o nome das coisas, não. Mitsubishi e
Delta contam X e Y em octal, a Siemens em byte.bit, o CLIC-02 em hexadecimal a partir de 1.
E temporizador numerado conta em base de tempo: preset = tempo ÷ base.
CLP do zero · aula 08 · simulado no navegador — ainda sem CLP físico